Hostlocation amplia rede para 10 Gbps
A Hostlocation, provedor de webhosting, ampliou sua rede para 10 Gbps para escoar o tráfego proveniente dos serviços de data center e links de fibra óptica. “Isso é resultado do crescimento da demanda de links dedicados por pequenas e médias empresas, que cresceu 41% no primeiro trimestre de 2011, em relação ao mesmo período de 2010”, afirma Marcelo Safatle, diretor executivo.
De olho no segmento de pequenas e médias, a Hostlocation investiu R$ 2,5 milhões na expansão na rede óptica na cidade de São Paulo, e seus links são comercializados por cerca de 30% abaixo dos valores de mercado, graças a participação em diversos pontos de troca de tráfego. A Hostlocation ainda é PIX do PTT Metro em São Paulo com capacidade de 10 Gbps, possibilitando que provedores se conectem ao ponto de troca de tráfego através da sua rede.
Outro aspecto apontado pelo executivo para o crescimento de demanda é o aquecimento da terceirização de ambientes de TI com data centers e dos incentivos do Governo por meio do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
E o data center não pretende parar por aí. Ainda neste ano, a Hostlocation pretende ampliar sua malha que atualmente cobre a maior parte dos bairros nobres da cidade de São Paulo, como Jardins, Itaim e Vila Olímpia, bairros que são 100% cobertos pela fibra óptica para atender a demanda das PME’s.
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Data center: o eterno desafio de ganhar espaço e cortar custos
A avalanche de dados estratégicos que precisam ser gerenciados e armazenados, incluindo cada vez mais os não estruturados, aquece o setor.
Por Edileuza Soares, da Computerworld
Um fator que está contribuindo para que as empresas avaliem os serviços de data center é a falta de local adequado para manter a infraestrutura de TI dentro de casa. Por outro lado, mesmo quem tem data center como negócio, também sente a mesma dificuldade para expandir. Uma das alternativas para otimizar espaço são com os servidores blade, contudo consomem mais energia, exigem investimentos em sistemas de refrigeração e trazem desafios para as companhias.
“Muitos CIOs estão buscando saídas para o problema dos gastos com energia, que é um dos custos mais altos da TI”, constata o responsável pela área de Serviços de Data Center da IBM, Flávio Duarte de Oliveira. O executivo relata que os centros de processamento das companhias têm hoje entre sete e dez anos de idade e que estão defasados para suportar as novas tecnologias com eficiência.
Oliveira revela que existem empresas adquirindo servidores sem planejamento. “Depois da compra é que avaliam a infraestrutura e descobrem que o espaço não oferece energia e ar-condicionado adequados”, diz o executivo.
Com esses problemas, algumas tentam virtualizar e estender a vida útil do data center. Outras terceirizam. No caso da IBM, o foco são as grandes companhias que contratam serviços de host gerenciado ou outsourcing total da infraestrutura de TI.
Duarte observa que ultimamente a Big Blue tem recebido demanda de empresas médias de outros países que estão chegando ao Brasil e que não querem investir em data center próprio. Elas mantêm sua TI na matriz e usam infraestrutura terceirizada para suportar a operação local.
Estudos da IDC constatam que apenas 18% das médias e grandes empresas brasileiras utilizam alguma aplicação de cloud computing em rede pública. Entretanto, esse índice deverá subir e chegar entre 30% e 35% até 2013.
“Cerca de 98% das companhias consultadas acreditam que essa tecnologia veio para ficar, embora muitas delas apontem riscos, como segurança e precificação”, declara o presidente da IDC Brasil, Mauro Peres.
Atentas a essa tendência, os data centers pequenos e grandes estão-se preparando para ganhar presença na nuvem. Entre eles estão IBM, HP, Telefônica e Unysis. Boa parte dos serviços está prometida para o segundo semestre.
O grupo espanhol Telefônica definiu que cloud computing é uma das áreas estratégicas em cinco dos 20 países em que está presente. Um deles é o Brasil, onde funciona um dos sete data centers que a operadora possui ao redor do mundo.
O centro de armazenamento de dados da companhia está localizado na região de Alphaville, na cidade de Barueri. Este ano, a unidade receberá investimento de 35 milhões de reais. No próximo, o aporte deverá ser de 50 milhões de reais. O local está recebendo duas salas novas para processar serviços na nuvem.
Segundo o diretor de Marketing da Telefônica Empresas, Maurício Azevedo, o lançamento da primeira oferta de serviços na nuvem está previsto para o segundo semestre. Será a venda de infraestrutura de TI como storage e backup para pagamento, conforme a demanda dos clientes. Para 2012, estão planejados processamentos de plataforma e de software.
“A Telefônica está colocando muita expectativa em cloud computing por conseguirmos entregar uma oferta completa para os clientes”, afirma Azevedo, acrescentando que a operadora levará vantagem frente aos concorrentes que não contam com serviços de comunicação.
A HP Corporation vai investir globalmente 1 bilhão de dólares em data center entre 2011 e 2012. De acordo com o diretor de operações da subsidiária local, Tim Cardoso, uma parcela desse valor virá para o Brasil. Ele não revelou a quantia, mas garante que o País é um dos mercados estratégicos para a companhia.
A empresa, que incorporou o data center da EDS, traçou um plano para consolidar as duas unidades que possui na cidade de Barueri. Juntamente com esse projeto, a HP está estruturando um pacote de serviços de cloud computing. Cardoso explica que já está disponível para os clientes soluções de infraestrutura e que planeja para o segundo semestre ofertas de comunicação.
Trabalho semelhante está sendo realizado na IBM. O responsável pela unidade de data center da Big Blue, Flávio Duarte de Oliveira, anuncia que a empresa irá entregar serviços por cloud computing aos seus clientes, mas prefere manter as ofertas em segredo. O executivo também não revelou data de lançamento dos produtos.
Apesar de ainda não explorar esse mercado diretamente, a IBM vende soluções na nuvem para pequenas e médias empresas por meio da loja de aplicativos do UOL Host, unidade de negócios do UOL Diveo.
O acordo foi fechado em março último. Inicialmente, estão sendo oferecidos software de banco de dados IBM DB2, os servidores de aplicação WebSphere Aplication Server e a plataforma para desenvolvimento e manutenção de aplicações IBM Rational.
Assim como seus concorrentes, a Unisys não está parada. A empresa vai ampliar o data center de São Paulo, localizado em seu prédio, no bairro de Santo Amaro, para explorar o mercado de cloud computing. O diretor de negócios da companhia, Paulo Roberto Carvalho, explica que a empresa poderá prover serviços na nuvem global com outros data centers do grupo. Porém, ele reconhece que ainda é alto o custo dos links de comunicação para uso de redes dedicadas.
Os provedores focados nas PMEs também estão atentos às oportunidades na nuvem. A Locaweb foi uma das pioneiras a lançar ofertas de cloud computing. Atualmente, a empresa conta com 3,9 mil clientes, utilizando esses serviços para permitir o crescimento dos pequenos negócios sem a necessidade de fazerem grandes investimentos em TI. Hostlocation e Alog não estão de fora desse modelo de negócios.
Provedores segmentados�
O potencial de crescimento dos serviços de data centers no Brasil estimulou duas prestadoras de serviços de outsourcing de TI a ingressarem nesse mercado. A CPM Braxis Capgemini e a Sonda IT. Ambas vão atender seus próprios clientes com a proposta de entregar uma oferta completa.
O data center próprio da CPM Braxis Capgemini entrou em operação no começo do ano, localizado na sede da empresa em Alphaville, na cidade de Barueri.
O empreendimento é também o primeiro da empresa brasileira após a chegada do sócio francês, Capgemini, que em setembro último comprou 55% do seu capital. Entretanto, a entrada nesse mercado faz parte de uma ação que foi planejada há dois anos.
A CPM Braxis Capgemini já tinha três data centers (dois em São Paulo e um em Salvador), para suportar suas operações. Brecha conta que a novidade agora é que a companhia vai oferecer hosting e colocation para complementar o portfólio de serviços.
Até agora, empresa atuava com a venda de licenças de software, equipamentos e implementação de sistemas. Cuidava também da gestão da infraestrutura das contas atendidas no Brasil e no exterior, que somadas são 230.
A prestadora de serviços tomou a decisão de prestar serviços de data center para terceiros porque os clientes começaram a pedir para que a companhia assumisse também o processamento das aplicações para se livrar desse trabalho.
O diretor de serviços de infraestrutura da CPM Braxis Capgemini, Carlos Alberto Duke, relata que o serviço já atraiu cinco clientes. Essas empresas tinham data center em casa e terceirizaram a operação.
“O plano é atuar na base de clientes que já atendemos. Já prestamos outros serviços a eles e agora incluímos na nossa oferta o data center”, diz Duke. Com a nova unidade, a CPM Braxis Capgemini passa a suportar também os clientes globais do seu novo sócio, localizados no Brasil.
Data center próprio
A proposta da CPM Braxis Capgemini é parecida com a do grupo chileno Sonda IT. A companhia investiu 14 milhões de reais Brasil para colocar em operação um data center próprio para atender à demanda dos clientes por serviços de infraestrutura.
A unidade vai funcionar na nova sede do grupo, localizada em Tamboré, no município de Santana do Parnaíba, em São Paulo. O data center estava previsto para ser aberto em janeiro, mas o presidente da Sonda IT, Carlos Henrique Testolini, informa que as obras atrasaram e que a inauguração ficou para o final de abril.
O local já nasce preparado para oferecer soluções por meio de cloud computing. As primeiras ofertas serão soluções fiscais, voltadas a empresas que precisam cobrir principalmente as demandas do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) a partir deste ano.
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Expansão de data centers pode melhorar web corporativa
Infraestruturas devem colaborar no projeto PTTMetro, que prevê criação de pontos de troca de tráfego para acelerar redes.
Por Rodrigo Afonso, da Computerworld
Com o avanço no mercado de data centers, cresce o número de potenciais pontos de troca de tráfego que compõem o PTTMetro, projeto do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIbr) que estabelece a infraestrutura necessária para interconexão direta entre as redes.
Para as empresas, a vantagem é racionalizar recursos e custos, uma vez que determinados tipos de tráfego são resolvidos localmente e não por meio de pontos que podem estar fisicamente distantes. Além disso, a troca ganha em agilidade e o resultado final é a melhoria de qualidade de serviços para o cliente.
Algumas empresas têm serviços de troca de tráfego gratuitos e outras cobram, dependendo da relação entre as companhias e a natureza da troca de tráfego. Geralmente, o serviço é gratuito para governo e universidades.
Segundo o diretor de Projetos do NIC.br, Milton Kashiwakura, a adesão ao projeto de PTTs tem sido quase total no estado de São Paulo, onde o mercado mostra mais força. "Estrategicamente é muito importante para os data centers aderirem, tanto do ponto de vista de redução de custo como da qualidade dos serviços”, diz o executivo, que avalia que a queda nos custos com rede chegue a 30%.
Kashiwakura diz que a banda trocada pelos PTTs mais do que dobrou nos últimos dois anos, tendência que se deve manter com a expansão do mercado. O Plano Nacional de Banda Larga, que poderia abrigar companhias com poder significativo de mercado, também pode potencializar os PTTs.
O diretor do NIC.br espera ainda que a capacidade de troca de tráfego dobre até o final deste ano. No mês que vem (maio), a troca de tráfego deve bater 50 gigas.
Alguns dos principais data centers do Brasil já aderiram ao PTTMetro, como Alog, Hostlocation, Locaweb, Oi, Telefônica, Tivit, T-Systems, UOL/Diveo/DH&C.


