Mobilidade em alta atrai aportes dos data centers no Brasil
Convergência Digital - Hotsite Cloud Computing
:: Fernanda Ângelo :: 31/01/2011
O crescente uso de notebooks, netbooks, smartphones e tablets no universo corporativo começa a se refletir no modelo de negócios dos principais data centers brasileiros. Segundo estudo realizado pela Hostlocation, quinto maior webhosting do país, a popularização desses dispositivos deverá atrair investimentos de empresas, principalmente as de pequeno e médio porte para a infraestrutura em cloud, o que já tem gerado ações dos provedores de serviços.
Para atender a crescente demanda, apenas neste ano, a companhia deverá investir cerca de R$ 3 milhões na expansão de sua estrutura de cloud e em seu backbone ótico, responsável pela conectividade da nuvem. O planejamento é crescer 40% em faturamento em 2011.
Segundo Marcelo Safatle, diretor executivo do data center, a tendência é que cada vez mais funcionários de empresas de todos os portes tenham em seus dispositivos móveis uma ferramenta de trabalho essencial para a realização de tarefas cotidianas, o que tornará a cloud computing uma das tecnologias principais nos setores de TI.
“Apesar de possuírem processamento próprio e rodarem pequenos aplicativos, sozinhos esses aparelhos ainda são limitados. É o conceito da nuvem que traz este ‘superpoder’ a eles, pois sem ela muitas aplicações seriam simplesmente inviáveis”, explica o executivo.
Como consequência disso, Safatle aponta para a maturação da cloud computing já nos próximos anos, uma vez que a popularização do acesso móvel 3G possibilita a utilização de mais aplicativos na nuvem. “Sem dúvida a necessidade de mobilidade será um dos catalisadores para investimentos em cloud computing nos próximos anos”, determina.
Números
Estudos publicados recentemente corroboram o cenário previsto por Safatle. Pesquisa divulgada pela consultoria Unisys Corporation no final de 2010 apontava que 80% dos entrevistados planejavam implementar a computação em nuvem em suas respectivas organizações; no final de janeiro, a mesma consultoria divulgou novo levantamento, em que indica que 44% dos ouvidos veem os investimentos em cloud como principal prioridade em TI para 2011.
Paralelamente, pesquisa realizada pela IBM revelou que profissionais brasileiros de TI preveem que a computação móvel emergirá como a área de maior demanda para o desenvolvimento de aplicativos de software empresarial até 2015. Pelo estudo, até 2013 o setor deverá movimentar cerca de U$ 30 bilhões.
Hostlocation faturou US$ 3,5 mi e quer 50% mais
Gláucia Civa - segunda-feira, 17/01/2011 - 08:50
A Hostlocation, um dos cinco maiores webhostings do país, fechou 2010 com crescimento de 50% na infraestrutura, que teve de ser ampliada em função do aumento da demanda de pequenos e médios provedores por links.
O faturamento foi de US$ 3,5 milhões, contra US$ 2,3 milhões em 2009.
Agora, a meta da companhia é crescer 50% a mais do que em 2010, e para isso a aposta está na expansão do data center e na ampliação do backbone óptico, para atender ao público corporativo.
A virtualização de servidores também está no foco, segundo o diretor executivo da Hostlocation, Marcelo Safatle.
“Nossa entrada como PIX no PTTMetro (Ponto de Troca de Tráfego), passando a oferecer links até 50% mais baratos para pequenos e médios provedores de norte ao sul do país, impulsiona o crescimento”, destaca o executivo.
Para Safatle, a oferta de servidores virtuais baseados em cloud computing também vem contribuindo exponencialmente para a expansão da empresa.
Iniciada em 2009, esta solução fez a procura aumentar em 72% por clientes do mercado corporativo.
Já no PTTMetro, a companhia atua na interconexão entre grandes redes que compõem a internet brasileira, possibilitando a oferta de links mais baratos, o que auxilia no crescimento entre as PMEs do setor.
No Sul
O início da atuação como PIX do PTTMetro também fortaleceu os negócios da companhia no Sul, onde, segundo Safatle, a Hostlocation consegue oferecer preços até 50% menores que a concorrência.
Na região, afirma o executivo, um provedor de internet compra conexões de grandes operadoras por preços que ultrapassam R$ 500 por megabyte. Já a promessa do data center paulista é cobrar até a metade.
Uma estratégia que já demonstra resultados: desde que entrou no PTTMetro, diz Safatle, a procura de links da companhia por empresas do Sul teve alta de 40%.
Atualmente, a conexão chega até Porto Alegre através de contratos de swap com parceiros.
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