Banda Larga incentiva novos atores no mercado de fibra óptica no Brasil
:: Ana Paula Lobo
:: Convergência Digital :: 12/11/2010
Não são só as grandes concessionárias que estão reforçando as suas infraestruturas de rede para atender a demanda por banda larga no Brasil. Elas terão competição pela frente, principalmente, quando se pensa em regiões como Nordeste e Norte.Para ofertar links de conexão à banda larga para os pequenos e médios provedores Internet do país, a Hostlocation, empresa de webhosting, constrói a sua infraestrutura própria de fibra óptica nas principais cidades do país.
A empresa, inclusive, já se tornou um PIX do PTTMetro, ponto de troca de tráfego (PTT), em São Paulo e no Rio de Janeiro, e estuda montar também no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. E disposta a concorrer com às concessionárias de maior porte, fecha acordos operacionais com empresas como a Transit Telecom.
Em entrevista ao Convergência Digital, o diretor-executivo da Hostlocation, Marcelo Safatle, admite que a construção de rede própria de fibra óptica virou um diferencial de concorrência, especialmente, na oferta de meios de transmissão para terceiros. Nos últimos dois anos, por exemplo, os aportes de recursos nessa unidade de negócios chegou a R$ 4 milhões, a maior parte alocada na construção da malha entre São Paulo e Campinas.
"Falta fibra óptica no país. Essa é a realidade. Há uma grande oferta em alguns pontos das grandes cidades. Esse é um mercado que queremos atuar, mas sendo provedor para os prestadores de serviços Internet ou para parceiros, como é o caso da Transit Telecom. A gente usufrui da rede deles onde não temos e eles usufrem da nossa onde eles não possuem fibra. Com isso, temos diferencial para seremos bastante competitivos", destacou o executivo.
Nessa estratégia, a Telebrás - ao contrário da visão das grandes concessionárias - é vista como um potencial parceiro. "Eles terão fibra óptica onde ninguém chega. Até mesmo em Campinas, onde eles vão ter presença, a rede deles vai passar onde não há fibra de nenhum outro provedor, inclusive a nossa", salienta Safatle.
Segundo ele, com mais fibra é possível reduzir o custo do megabyte. Aliás, esse preço elevado assusta. Com operação também nos EUA - mas na área de datacenter - Safatle observa que aqui, o custo do megabyte é até 10 vezes mais caro do que o cobrado no mercado norte-americano.
"Sei que há diferenças entre os países, questões tributárias, mas essa diferença é muito grande. O que acontece é que aqui falta rede, falta infra", atesta.Exatamente por isso, ser um PIX do PTTMetro é estratégico - ponto de interconexão de tráfego - para os planos da Hostlocation, principalmente, em áreas com demanda reprimida como o Nordeste.
“Atualmente um provedor de internet nessa região, por exemplo, compra link de grandes operadoras por preços que ultrapassam a R$500,00 por megabyte. Utilizando um transporte em fibra ótica até o nosso PIX, em São Paulo, essa empresa pode obter uma severa redução de custos e aumento de qualidade de conexão graças ao PTTMetro, explica Safatle.
O executivo acrescenta ainda que, dessa forma, a empresa usuária ainda terá melhor desempenho de rede do que comprando banda de um terceiro, pois terá o caminho é mais curto até o local onde as operadoras trocam tráfego.
Para virar um PIX - que é atuar como um braço do PTT( que possibilita que outras empresas se conectem ao PTT através de sua rede) é necessário que a empresa possua rede de fibra ótica, possibilitando tráfego de grandes volumes de dados entre seu data center e o PIX Central; e data center próprio para assegurar a operação dos equipamentos necessários.
O PTT é o nome dado ao sistema do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIbr) que promove e cria a infra-estrutura necessária (Ponto de Troca de Tráfego - PTT) para a interconexão direta entre as redes ("Autonomous Systems" - ASs) que compõem a internet brasileira.
Um PTTMetro, por sua vez, é uma interligação em área metropolitana de pontos de interconexão de redes (PIXes), comerciais e acadêmicos, sob uma gerência centralizada. A atuação do PTTMetro volta-se às regiões metropolitanas do País que apresentam grande interesse de troca de tráfego de internet.
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Hostlocation se torna ponto de troca de tráfego
12 de novembro de 2010 » por Alexandre Vahldick
A Hostlocation acaba de se tornar PIX do PTTMetro (Ponto de Troca de Tráfego), projeto do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), que promove a infra-estrutura necessária para a interconexão direta entre as redes que compõem a internet brasileira, como por exemplo os provedores de acesso.
O objetivo da empresa é atender a demanda de pequenos e médios provedores que estão investindo no aumento de suas estruturas por conta dos incentivos do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o que já impactou 40 % na procura por links internet na Hostlocation nos últmos meses.
“Atualmente um provedor de internet no nordeste, por exemplo, compra link de grandes operadoras por preços que ultrapassam a R$500,00 por megabyte. Utilizando um transporte em fibra ótica até o nosso PIX, em São Paulo, essa empresa pode obter uma severa redução de custos e aumento de qualidade de conexão graças ao PTTMetro”, explica Marcelo Safatle, diretor executivo da Hostlocation.
Como diferenciais, a Hostlocation promete realizar ativação imetiata, isenção da cobrança do uso do “cross connection” ou “golden jumper” (cabo de rede que conecta a fibra do cliente ao equipamento do PTTMetro) além de preços competitivos no valor do link.
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Provedores terão links mais baratos
PNBL: Provedores gaúchos poderão ter links mais baratos
Publicado em Novembro/2010 - Origem: Reseller Web - Nathália Padilha
A Hostlocation, uma dos cinco maiores webhostings do país, passa a ser PIX do PTTMetro, o Ponto de Troca de Tráfego (PTT), que faz a interconexão direta entre grandes redes que compõem a internet brasileira. A empresa passa a fazer parte de um seleto grupo de operadoras qualificadas como ponto de interconexão para provedores de acesso, como Telefonica, Vivo, GVT, Brasil Telecom e CTBC, entre outros e anuncia sua entrada nesse mercado com uma estratégia agressiva.
Um de seus principais diferenciais competitivos será a oferta de links com preços que podem chegar a metade dos valores praticados pela concorrência, o que será possível graças a sua infraestrutura de fibra ótica e data center próprios, além de acordos com outras operadoras.
O objetivo é atender a grande demanda de pequenos e médios provedores que estão investindo maciçamente no aumento de suas estruturas por conta dos incentivos do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o que já impactou 40 % na procura por links internet na Hostlocation nos últmos 5 meses.
“Atualmente um provedor de internet no sul do País, por exemplo, compra link de grandes operadoras por preços que ultrapassam a R$500,00 por megabyte. Utilizando um transporte em fibra ótica até o nosso PIX, em São Paulo, essa empresa pode obter uma severa redução de custos e aumento de qualidade de conexão graças ao PTTMetro”, explica Marcelo Safatle, diretor executivo da Hostlocation.
Segundo ele, dessa forma, a empresa usuária ainda terá melhor desempenho de rede do que comprando banda de um terceiro, pois terá o caminho é mais curto até o local onde as operadoras trocam tráfego.
Ativação imediata – Para atender os pequenos e médios provedores de acordo com suas necessidades específicas, por conta de estruturas enxutas, a Hostlocation vai continuar seguindo sua filosofia de oferecer todos os seus serviços da forma mais rápida e prática possível. Um deles será a ativação imediata do link, com permissão para qualquer operadora se conectar fisicamente a estrutura, dispensando longos processos burocráticos.
Além disso, a Hostlocation não vai cobrar pelo uso do "cross connection” ou “golden jumper”, um cabo de rede que conecta a fibra do cliente ao equipamento do PTTMetro, conexão pela qual chega a se cobrar cerca de R$ 2 mil por mês. O cliente poderá também manter equipamentos alocados na estrutura do PIX em regime de colocation (http://www.hostlocation.com.br/planos/colocation.asp).
PTTMetro (ptt.br) - é o nome dado ao sistema do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIbr) que promove e cria a infra-estrutura necessária (Ponto de Troca de Tráfego - PTT) para a interconexão direta entre as redes ("Autonomous Systems" - ASs) que compõem a internet brasileira. Um PTTMetro é uma interligação em área metropolitana de pontos de interconexão de redes (PIXes), comerciais e acadêmicos, sob uma gerência centralizada. A atuação do PTTMetro volta-se às regiões metropolitanas do País que apresentam grande interesse de troca de tráfego de internet.
Uma das principais vantagens deste modelo é a racionalização dos custos, uma vez que os balanços de tráfego são resolvidos direta e localmente e não através de redes de terceiros, muitas vezes fisicamente distantes.
Outra grande vantagem é o maior controle que uma rede pode ter com relação a entrega de seu tráfego o mais próximo possível do seu destino, o que em geral resulta em melhor desempenho e qualidade para seus clientes e operação mais eficientes da internet como um todo.
PIX - Para uma entidade se tornar um PIX (um braço do PTT, que possibilita que outras empresas se conectem ao PTT através de sua rede) é necessário que ela possua rede de fibra ótica, possibilitando tráfego de grandes volumes de dados entre seu data center e o PIX Central; e data center próprio para assegurar a operação dos equipamentos necessários. Uma estrutura que consiste em grandes somas de investimento e alta complexidade técnica, o que até então era possível somente para operadoras de grande porte.
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