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Eficiência energética nos DC

Eficiência energética é a palavra de ordem entre os data centers

Publicado em Maio/2010

Bastante debatido no mercado de TI, o termo eficiência energética se incorpora de vez ao vocabulário dos maiores data centers mundiais. A iniciativa que surgiu como uma necessidade após o início da crise econômica em 2008, já dá sinais de maturidade. Focadas nesta nova tendência, muitas empresas do segmento vêm investindo em reestruturação física e em soluções de virtualização e cloud computing para se adaptarem à nova exigência do mercado.

Marcelo Safatle, diretor executivo do data center Hostlocation, com base em São Paulo, é enfático ao analisar a questão: “De fato, otimizar o uso de energia elétrica e espaço físico tem se mostrado uma alternativa bastante atrativa e irreversível”. Recentemente a empresa investiu em virtualização e em servidores em cloud para se adaptar a nova demanda do mercado. O parque de servidores foi transformado em uma estrutura inteligente e redundante, provendo maior poder de processamento e armazenamento de dados por metro quadrado.

Apenas com os investimentos em virtualização o data center apresentou um ganho de espaço físico na casa de 50% e conseguiu otimizar em 20% a utilização de energia, além de ter dinamizado toda a estrutura operacional. “Nossas tarefas se tornaram mais rápidas. Mantivemos o mesmo número de pessoas envolvidas no gerenciamento da estrutura antes da virtualização, mas hoje conseguimos entregar ao cliente um suporte mais ágil”, comenta Safatle.

Contudo, merecem atenção os tipos de equipamentos utilizados quando da mudança de estrutura de TI. Segundo o diretor executivo da Hostlocation, é necessário especial cuidado ao se escolher o tipo de equipamento da nova estrutura. “Os data centers cada vez mais investem em equipamentos densos, que possuem uma maior capacidade de processamento e armazenamento de dados por metro quadrado. Porém, por serem mais potentes, demandam mais energia elétrica”, analisa.

Uma das soluções encontradas pela Hostlocation foi investir em servidores Blade. Baseados nos processadores Nehalem da Intel, reduzem o espaço físico utilizado e equacionam de forma eficaz o processamento de dados e o gerenciamento de energia. Para isso, a estrutura elétrica do data center também foi alterada de forma a fornecer mais energia por metro quadrado.

“A otimização de energia não provê reduções tão drásticas quanto a de espaço. Sendo assim, foi necessário modificar a rede de distribuição elétrica para que pudéssemos ter racks com maior capacidade energética”, explica Marcelo Safatle.

Todavia, antes de se adotar a solução é preciso que exista um planejamento, de forma que os investimentos realizados realmente tragam o resultado esperado. “A redução de espaço utilizado por equipamentos sempre é interessante, mas é importante lembrar que sem um planejamento relacionado à energia, o espaço disponibilizado não se torna capacidade efetiva por não possibilitar a implantação de novos equipamentos”, complementa Safatle.

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