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Máxima eficiência energética é a meta dos data centers brasileiros

A corrida é por reduzir os custos com energia e ganhar competitividade. Na estratégia, planejamento, alta tecnologia e criatividade fazem a diferença

04 de junho de 2012 - 07h30 - Solange Calvo

O protótipo do data center do futuro ainda não cabe no bolso, mas tem metragem quadrada reduzida, consolidação de máquinas e densidade de processamento. É o que estima o instituto de pesquisas Gartner. Segundo ele, os mais atuais têm 400% a mais de capacidade, usando 60% a menos de espaço  e estão cada vez mais modulares, pequenos e construídos por zonas [múltiplas camadas] e escaláveis verticalmente.

Em contrapartida, deverão gerar mais calor e, portanto, consumirão mais energia. O grande desafio dessa nova geração dos centros de dados será construir estratégias em busca da eficiência energética.

Henrique Cecci, diretor de Pesquisas do Gartner, aponta a refrigeração como grande vilã. “Ela representa, hoje, 50% do consumo energético de um data center. Considerando que o custo de energia cresce em torno de 15% a 20% ao ano, encontrar a fórmula para o equilíbrio é vital”, aponta.

O consumo de energia por metro quadrado será maior, em razão da concentração do volume do processamento. Sendo assim, será necessário ter esse processo estruturado, afirma Bruno Arrial dos Anjos, analista sênior de Mercado da Frost & Sullivan.

Segundo Cecci, o mais importante é medir a eficiência e estabelecer metas. Para essa medição, de acordo com o executivo, existe o Power Usage Effectiveness (PUE), índice que avalia a eficiência energética de um data center, e indica se houve consumo em equilíbrio com o que foi gerado.

Criado pelo Green Grid, uma organização norte-americana sem fins lucrativos, dedicada a promover a eficiência dos recursos no data center, o PUE é a razão entre a potência total consumida pela instalação de TI – refrigeração, iluminação etc – dividida pela eletricidade consumida pelos equipamentos de tecnologia. O melhor PUE é o mais próximo possível de 1.0.

“Minha primeira recomendação para os CIOs é realizar uma avaliação do data center para quantificar o que o uso de energia significa para a companhia”, diz John Tucillo, presidente e chairman do conselho do Green Grid. “Você não precisa ser sofisticado para quantificar o consumo de energia básica. Compreender o PUE pode fornecer uma perspectiva sobre como você pode ser mais eficiente”, completa.

Como medir o Pue

Em muitos países, essa equação precisa ser aprimorada. A média no Brasil é 2.4, enquanto nos Estados Unidos e Europa o PUE está entre 1.4 e 1.5. “No Facebook, por exemplo, o índice é 1.07”, garante Ray Paquet, vice-presidente administrativo do Gartner, que esteve pessoalmente no data center, localizado em Washington, nos Estados Unidos.

Hugo Zanon Junior, diretor da Terremak, diz que existem muitas formas de medir o PUE. “No site [Data center  Dinamics], tem pelo menos quatro critérios, então é difícil contratar os data centers por meio do PUE”, avisa. Ele explica: “Se dois provedores tiverem PUE diferentes, aquele que tem o maior, terá preço maior. O que possuir PUE mais baixo, terá uma margem maior, e, portanto, preço menor”.

Zanon aponta que o índice varia em função do tipo de data center. Nos de outsourcing ou de e-commerce, prossegue, é possível otimizar a arquitetura e então alcançar ótimo PUE. “Conforme o data center expande, as últimas salas têm desempenho melhor do que as outras. No nosso caso, se fizéssemos uma radiografia, teríamos vários PUEs”, relata e avisa: “Não divulgamos nossa média de PUE”.

Cecci diz que hoje já existem data centers no Brasil até mais eficientes que 1.6 e 1.8. “Mas acho que ainda vamos percorrer cerca de dois anos para alcançarmos média de 1.6. E, depois disso, poderemos atingir 1.3.”

“Fomos à Europa, Estados Unidos e Ásia para entender as melhores práticas de construção de data center e isso nos ajudou bastante. Optamos por Liquid Cooling Package (LCP), um rack climatizado, por água gelada, próprio para ambientes de alta densidade, com blade, virtualização”, diz Alexandre Siffert, presidente da Ativas.

Siffert comenta que com a densidade, o calor aumentou muito. “Há dez anos, o consumo por metro quadrado no data center era de 500 watts, hoje são 3 mil watts.” Mas com o LCP, da fabricante alemã, Rittal, a empresa pretende atingir PUE de 1.7.

Outro ponto de vantagem da Ativas é ter a concessionária mineira Cemig como acionista. “Sendo assim, somos providos por duas estações de energia distintas, e isso nos proporciona tranquilidade em relação à continuidade”, aponta.

É preciso estar atento às tendências, entende Siffert. “Há três anos, participo da conferência do Gartner, nos Estados Unidos, junto com nossos acionistas para termos certeza de que estamos no caminho certo. Precisamos saber o que o mundo está pensando e querendo. É nossa bússola”, afirma.

A Level 3 prepara-se para ter a energia do futuro. É o que revela Vagner Moraes, diretor da unidade de Data Center da empresa. “Estamos construindo nossa subestação. Vamos transformar a energia de alta tensão [138 mil Megawatts] para a tensão da Eletropaulo, que é de 13 mil Megawatts. Dessa forma, proporcionando capacidade de transformação de energia até 20 Megawatts”, explica.

Com esse investimento, a empresa vai garantir o funcionamento estável da rede de energia e a consequente disponibilidade. “O data center e a rede de alta tensão mantêm-se a uma distância de um quilômetro. E por estarmos nos domínios da Eletropaulo, todo o cabeamento instalado será doado para uso da concessionária”, diz o executivo, acrescentando que a obra teve início no final do ano passado e deverá estar concluída no início de 2013.

Contingência

A modernização do data center da Sonda IT, que inclui construção alinhada ao conceito de Green IT, recursos para eficiência e contingência enérgica e perenidade da estrutura, consumiu cerca de 50% do investimento na operação. É o que afirma Ricardo Barone, vice-presidente da unidade de Serviços de TI da Sonda IT.

O executivo destaca que o sistema de ar-condicionado é a gás, granular e inteligente. “Os equipamentos se revezam, de acordo com a leitura da temperatura do ambiente, o que gera economia significante. O importante é que focamos na melhor plataforma tecnológica e de climatização para nos tornarmos mais competitivos”, diz.

Ele dá a dica: “Em ambientes de alta densidade, é vital o gerenciamento ativo da ocupação, otimizando a operação com a eliminação da ociosidade dos equipamentos e desligando os que já não são mais necessários”.

A iniciativa com maior nível de eficiência energética é o cloud computing, na análise de Marcelo Safatle, diretor-executivo da Hostlocation. A organização, segundo ele, aumentou sensivelmente a densidade com virtualização de servidores e no último ano obteve economia de 66% de energia.

O executivo aposta ainda na evolução da indústria, que tem colocado no mercado máquinas que suportam temperaturas mais elevadas, capazes de baixar muito os gastos com refrigeração. “Trabalhar com dois ou três graus acima pode representar significativa economia. Se eu tenho consumo de 1 KVA [Kilo Volt Amperes] por equipamento, tenho de reservar o mesmo para refrigerá-lo”, diz Safatle, que no momento está modernizando a plataforma com servidores blade.

José Geraldo Coscelli, COO da Globalweb Outsourcing, equaliza os gastos energéticos com operação no Brasil e também nos Estados Unidos. “O custo do KVA daqui é mais alto do que o norte-americano. Dessa forma, consigo oferecer melhor eficiência ao cliente.”

Ele diz que a estratégia da empresa está pautada em soluções baseadas em cloud, virtualização e servidores blade. “Procuramos otimizar ao máximo o ambiente para ter um menor gasto energético”, afirma.

Na Locaweb, o momento é de avaliação. Estudam a possibilidade de cogeração de energia com gás natural, por meio de geradores, aproveitando resíduos para gerar ar frio. E ainda free cooling, que é basicamente usar o ar para resfriamento. “Mas podemos ter a combinação dessas duas alternativas”, revela Marco Fonseca, gerente de Operações da empresa.

A meta da companhia é obter economia de cerca de 30% com energia. “Estamos expandindo, tornando nosso ambiente de alta densidade e, portanto, é fundamental a modernização do sistema de climatização”, explica.

O executivo gaba-se do PUE de 1.6, que foi conquistado, segundo ele, sem muito esforço tecnológico, pois a chave está na combinação de planejamento, tecnologia e criatividade. “É uma questão de melhor distribuição dos servidores, aliada ao confinamento do ar quente. Nenhuma reinvenção da roda”, brinca.

Armando Amaral, diretor de Operações, Engenharia e Infraestrutura da UOL Diveo conta que já na construção do data center, o projeto previu uma arquitetura que favorecesse a eficiência energética. “Porque depois de construído, fica muito complicado implementar um projeto moderno de refrigeração”, avisa.

O PUE de 1.6 [com data center cheio] foi conquistado graças à virtualização, software de gerenciamento de energia, sistema de refrigeração com corredores de ar quente e frio, piso elevado, máquinas modernas de ar-condicionado e recurso de vaporização do ambiente. “A meta é reduzi-lo com o novo sistema de climatização que estamos avaliando e também soluções de cloud.”

Fabiano Droguetti, diretor de Soluções e Tecnologia da Tivit, também concorda ser uma vantagem importante já incluir no planejamento do data center características que promovam eficiência energética. “Nosso sistema de refrigeração é composto por um tanque de água gelada. Se quiséssemos implementá-lo depois, seria uma tarefa complicada”, diz.

Impulso da nuvem

O executivo destaca que um dos grandes apoios para a redução do consumo de energia é cloud computing, que, segundo ele, otimiza a produção de TI por metro quadrado do data center. “Mais de 20% de todos os nossos serviços são prestados por meio de uma plataforma virtualizada, minimizando a dissipação de calor e a necessidade de resfriar servidores.”

Medir o PUE é uma tarefa realizada três vezes ao dia na Logica, afirma Gilberto Encinas, gerente de Data Center da corporação. Em fase de expansão, com estimativa de dobrar a capacidade, o sistema de refrigeração inclui corredores de ar quente e frio, com ar-condicionado. “Mas estamos avaliando o uso do conceito de
Rack cooling e Row cooling para aumentar nossa eficiência. Temos índice de 1.6 e com a atualização pretendemos baixá-lo”, afirma.

“Hoje, olho para a infraestrutura energética com lupa. A preocupação é muito maior. Trata-se de um investimento significativo e fundamental para o negócio”, revela Flávio Duarte, executivo de Serviços da IBM.

A empresa usa em seus racks porta de troca de calor refrigerada a água. Ela pode retirar até 27 KVA de um rack. “Considerando que eles consomem 27 KVA, temos essa equação zerada e a eficiência aumentada”, diz o executivo.

O PUE da IBM está perto de 2.0, mas o objetivo é cair bastante esse índice, segundo Duarte. A IBM vem buscando redução de custos operacionais para se tornar mais competitiva e a eficiência energética ajuda nessa meta. Soma-se a essa estratégia o forte investimento em virtualização, consolidação e gerenciamento eficiente. “Tudo isso gerou para a IBM na última década uma economia de 1 bilhão de dólares.”

A Alog optou por um projeto que alia a eficiência de energia às características de ocupação do seu data center. “Nosso sistema é modular, composto de equipamentos de alta eficiência energética, com apoio de corredores de ar quente e frio, usando técnica de confinamento e também sistema de climatização a água. E no data center de Tamboré, com ocupação total, nosso PUE deverá variar entre 1.6 e 1.7”, relata Peter Catta Preta, diretor de Infraestrutura da Alog.

A estratégia da HP tem como base três pilares. Desenvolvimento de uma nova geração de infraestrutura que consome menor quantidade de energia, usando na arquitetura os servidores ProLiant Gen8, que, segundo o diretor de Marketing da área de servidores, Alexandre Kazuki, “são totalmente automatizados e de baixíssimo consumo de energia”. Consultoria e projetos para a construção de data centers de última geração que conseguem utilizar de forma otimizada os recursos de energia e refrigeração. “E ainda a criação de software de gerenciamento que permitem maior inteligência dos servidores.”

A busca por resfriamento ideal promete esquentar. Todos querem tornar seus ambientes altamente eficientes com consumo menor de energia e um PUE cada vez mais próximo de 1.0. De acordo com consultores, o mais importante nessa arena, é que o mercado nacional está borbulhando, atraindo a atenção internacional e, o que é mais valioso, se tornando mais amadurecido e profissional. Aguarde.

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15mai/12Off

Operadoras e data centers disputam virtualização

Operadoras e data centers disputam virtualização como serviço
Qua, 02 de Maio de 2012 14:53
A infraestrutura como serviço (IaaS) cresce e atrai até os mais fiéis defensores de que ela deve ficar dentro de casa. Não por acaso, a estimativa para a sua movimentação na modalidade pública no Brasil, até 2014, segundo a consultoria IDC, é de 1 bilhão de reais, com expansão média, ano a ano, de 64%.

O instituto de pesquisas Gartner também faz avaliação otimista para o mesmo período. Projeta receita de 10,5 bilhões de dólares em todo o mundo. Tudo isso, porque tornou-se bastante atraente o consumo e o pagamento de tecnologia sob demanda. O poder de computação, de fato, saiu da caixa e alcançou a nuvem. E no variado leque de serviços figura a virtualização, uma das estrelas do momento, a esteira para cloud e um dos principais aditivos para a segurança e o gerenciamento no universo móvel.

Fornecedoras de data center, como não poderia deixar de ser, estão nessa briga. Mas a novidade é a entrada das teles nesse território arenoso, considerando ser domínio tradicional do segmento de Tecnologia da Informação (TI).
A falta de tradição, no entanto, não significa, necessariamente, uma fragilidade, avaliam consultores do setor. Eles afirmam que as operadoras já deveriam ter investido há mais tempo e fortemente no segmento, visto que têm tudo nas mãos: clientes, infraestrutura, link de acesso e modelo de tarifação sob demanda no DNA.

O momento é de afiar estratégias e as quatro primeiras do ranking de telefonia celular do País estão no aquecimento. Mas a Oi saiu à frente, com o lançamento do serviço Oi Smart Cloud, voltado ao mercado corporativo.
A virtualização é velha conhecida da operadora, usuária da tecnologia desde 2005. Hoje, possui mais de 2 mil servidores virtualizados em operação, somente para suprir a demanda interna. E agora acaba de construir o que chama de portal de orquestração.

De acordo com o diretor de Marketing do Corporativo da Oi, Ronaldo Motta, trata-se de uma interface que poderá ser acessada pelo cliente via internet e que o levará ao portal. Nele, será possível contratar recursos, configurar máquinas, desconfigurar, aumentar o nível de processamento, ampliar a capacidade de memória e o volume do disco, criar redes internas que conectam diferentes máquinas, entre outros procedimentos.

Um dos principais diferenciais da oferta da Oi, segundo o executivo, é o fato de justo por ser uma operadora, poderá acenar com uma solução fim a fim. “Um fornecedor de TI não tem essa facilidade, porque não possui capacidade de oferecer link de acesso, como nós. Oferecemos acesso integrado com cloud”, diz, acrescentando que por essa razão, configura-se como um serviço de muito maior valor adicionado, visto que consegue amarrar toda a cadeia de negócios. “É essa atração que estamos apresentando ao mercado corporativo.”

Soma-se a esse trunfo, a bagagem de saber lidar muito bem com a tarifação por uso. “Processamos cerca de 5 bilhões de chamadas telefônicas todos os meses, que geram a emissão de 20 milhões de faturas mensais aos clientes. Vamos usar essa experiência na cobrança em cloud”, avisa.

Motta destaca que o cliente é quem sairá ganhando com essa habilidade. “Um deles perguntou-me se contratasse um serviço e usasse apenas por alguns dias, se teria de pagar por todo o mês”, conta. “E respondi: se você usar sete dias, 13 horas, 15 minutos e dois segundos, será cobrado exatamente por isso.”

Essa flexibilidade vai atrair pequenas e médias empresas (PMEs), na avaliação de Motta, pois poderá contratar máquinas virtuais em momentos de pico no negócio, por um ou mais dias, e depois interromper o serviço. “Mas para as grandes corporações também tem sido alvo de significativa aceitação. Especialmente para eliminar dimensionamentos inadequados de recursos de TI para treinamento e desenvolvimento.”

Em relação à concorrência, o executivo lança uma farpa. “Vale ressaltar que a nossa infraestrutura está toda baseada em território nacional. Isso é muito importante, pois o governo tem-se preocupado em garantir que as informações de soberania nacional não estejam ameaçadas e, portanto, com conteúdo, ou recurso, hospedado no Brasil.”

O suporte da operadora também é prestado por um time local, segundo Motta, conferindo, em sua opinião, facilidade importante para o cliente. “Além disso, oferecemos como parte do projeto o desenho da solução, inventariado, entre outros. Vender é a parte fácil, difícil é oferecer suporte, e qualificado. Vamos investir muito nesse diferencial.”

Mas apesar de toda essa preparação, Motta diz que é necessário muito cuidado e toda a atenção é pouca com o mercado de TI. “Temos de proporcionar ao cliente muito valor no serviço”, afirma. Para isso, revela ter fechado parcerias com fornecedores líderes de TI.

“Não posso citar nomes ainda, mas garanto que estamos com os melhores”, diz o executivo, para quem a Portugal Telecom, muito além de acionista da companhia, foi parceiro vital no desenvolvimento da plataforma de orquestração, considerada o coração da oferta de cloud da Oi.

A Telefônica|Vivo também fortalece a participação nesse mercado com a comercialização, em abril, no Brasil de serviços de infraestrutura de TI na nuvem, em parceria com a Cisco e a Virtual Computing Environment (VCE). Batizada de Vivo Cloud Plus, a oferta é voltada para o mercado corporativo e inclui armazenamento, processamento, backup entre outros. A operadora vai oferecer o serviço por meio de cinco data centers espalhados na América Latina, localizados no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru.

No Brasil, a Telefônica|Vivo estima que os serviços na nuvem devam responder por um terço do crescimento de serviços de TI em 2012. Na América Latina, o segmento atende mais de 2 mil empresas e das mil maiores companhias, 30% já utilizam as soluções de TI e conectividade da Telefônica|Vivo. A TIM informou que no momento “estrutura estratégias de negócios para iniciar a oferta de produtos baseada em cloud, tanto para o mercado corporativo quanto para o consumidor, a exemplo do que já pratica a Telecom Itália, controladora da operadora”. A briga promete.

Arena da TI
Os fornecedores de data center  já estão há muito na estrada do fornecimento de serviços de TI e são fortes concorrentes das operadoras que ingressaram com seus pacotes na nuvem. Desde a modalidade em que a oferta não é contratada diretamente na nuvem pública e mesmo nela, o fato é que estão reforçando suas atuações, remodelando pacotes e até partindo para o que estão chamando de segunda geração de computação em nuvem.

É o caso da Hostlocation, que iniciou os trabalhos na nuvem em 2008, lançando o primeiro produto em 2009, e batizou a plataforma de Cloud 1.0. Agora, a webhosting entra nessa disputa com a Cloud 2.0, que traz uma oferta destinada a profissionais e empresas de todos os portes, com sistema que oferece autonomia ao usuário e operações via iPhone, proporcionando facilidade e velocidade para ativar novas máquinas virtuais.

De acordo com Marcelo Safatle, diretor-executivo da Hostlocation, a plataforma é resultado de dois anos de pesquisa junto à base de clientes corporativos e elevou o patamar de disponibilidade. “O sistema permite criar servidor em menos de cinco minutos”, garante o executivo. “O serviço entrega ao usuário o controle total de sua estrutura e ainda oferece mobilidade”, diz.

Ele destaca que o grande desafio nessa nova geração da nuvem foi construir um ambiente que proporcionasse maior poder de gestão ao cliente e com a menor latência possível. E aponta como vantagem ter apoiado a estrutura totalmente na plataforma Xen, open source.

“Assim, não temos custos altos, gerados com produtos de empresas de software de virtualização e podemos trabalhar com preços mais competitivos”, diz, acrescentando que o parque de servidores é fruto da parceria com a Dell e para a parte de mobilidade, o acordo é com a norte-americana OnApp.”

Segundo Safatle, no novo modelo, os serviços passam a ser comercializados em pacotes, com preços que variam de 69 reais a 749 reais.

“Meu cliente paga em reais. Na Amazon, ele paga em dólar”, dispara o executivo. “Além disso, oferecemos suporte nativo, em português. Brasileiros falam com brasileiros”, espeta.

Outra atração é que a empresa levou para o iPhone recursos como auditoria, criação de servidores, reboot, agendamento de backups e monitoramento de banda. “Se o cliente estiver na rua ou no aeroporto, do próprio iPhone ele tem total controle da estrutura. Cria e já libera para uso uma máquina virtual de grande porte”, diz Safatle.

Essa facilidade de criar e comprar máquinas virtuais está apoiada em uma estratégia de interface amigável, segundo Safatle. Ele diz que todos os procedimentos para ajudar o usuário estão disponíveis em tutoriais em português. “Um passo a passo muito simples que atende a partir de usuários e nível médio em informática.”
Safatle diz que o cliente poderá criar uma máquina em menos de cinco minutos. “Com alguns cliques e sem depender do suporte do data center, o usuário pode, por exemplo, decidir mudar totalmente a estrutura, como reinstalar o sistema operacional, recriar as máquinas, fazer backup de tudo ou voltar para a configuração anterior.”

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25abr/12Off

Virtualização aquece disputa

Computer World - Cloud Hostlocation

22out/11Off

Outsourcing em TI

Essa prática é uma solução interessante e precisa de cuidados e sensibilidade para identificar os serviços que precisam ser terceirizados sem afetar a estrutura das empresas

Fonte:  Gestão & Negócios

O departamento de Tecnologia da Informação (TI) absorveu ao longo do tempo diversas funções e tornou-se indispensável para grandes, médias e pequenas organizações. O professor do curso de Ciência da Computação, do Centro Universitário Plínio Leite, Elberth Moraes, conta que no início, esse departamento era conhecido como Centro de Processamento de Dados (CPD), sua principal atribuição era dar suporte técnico aos demais setores da empresa, cadastrar as informações que norteavam o negócio e desenvolver softwares.

"O CPD era conhecido por ser um lugar 'feio' em que os computadores eram deixados. As pessoas que trabalhavam com informática também 'moravam' junto desses computadores pois passavam muitas horas dos dias fazendo trabalhos burocráticos que não podiam ser feitos durante o horário de experiente", recorda.

" O outsourcing em TI para empresas de qualquer porte, irá funcionar sempre que os contratos estiverem delimitados com alta margem de segurança"

JAIME CAZUHIRO OSSADA, COORDERNADOR DA FACULDADE ANHANGUERA DE CAMPINAS

Segundo Moraes, atualmente existe uma comunicação direta entre os departamentos de TI e de Negócio. Essa dinâmica possibilita que o departamento de TI seja parceiro para identificar novas oportunidades de negócio, e trabalhar na criação de soluções ousadas e inovadoras que possam impactar nos resultados financeiros da empresa. "Aquela antiga imagem de setor para resolver problemas em hardwares e corrigir situações técnicas de softwares ficou de lado. No início os departamentos de TI tinham muitos funcionários fazendo trabalhos mecânicos com o uso de computadores. Hoje existem funcionários multidisciplinares fazendo trabalhos de criação, deixando o trabalho mecânico para os robôs realizarem, ou até mesmo equipes externas", assegura.

Para o coordenador dos cursos relacionados à Ciência da Computação da Faculdade Anhanguera de Campinas, Jaime Cazuhiro Ossada, com a terceirização, as pequenas empresas conseguem manter um grande time de especialistas multidisciplinares para a solução de seus problemas, sem efetivamente contratá-los.

Ele lembra que no Brasil esse serviço ainda é algo novo, mas no exterior já é um modelo que vem desenvolvendo-se há muito tempo. A IBM, por exemplo, abandonou a sua linha de produção de computadores para oferecer aos seus clientes serviços com data centers e call centers, e assim aproveitando-se de sua própria infraestrutura. "Mas como em todo modelo de negócios, os riscos existem, como custos inesperados e a dependência do fornecedor. O outsourcing em TI para empresas de qualquer porte irá funcionar sempre que os contratos estiverem delimitados com alta margem de segurança", adverte.

O diretor da WebSoftware, Erick Vils, explica que o departamento de TI é algo muito mais amplo e já possui suas subdivisões e especializações. Dependendo da atividade da empresa, alguns serviços poderão ser facilmente terceirizados e controlados, mas outros nem tanto. Manter o foco no sertor de atução é fundamental para ser competitivo e ágil, sendo esse o principal motivo para terceirizar. "Quando o projeto é pontual e com escopo bem delimitado e de fácil controle, a terceirização pode ser um bom caminho. Nos casos de contratação de serviços muito especializados e caros, ela também pode ser uma opção. Desde que observados alguns aspectos", assegura.

Ele destaca alguns pontos como a criteriosa definição dos objetivos a serem alcançados com a terceirização e o retorno que esse serviço trará à empresa. Além disso é preciso pontuar o contrato de nível de serviço, para os casos de serviços recorrentes - como hospedagem ou suporte 24h -, definir quem será o ponto de controle dentro da sua empresa para cobrar e acompanhar o fornecedor e também buscar referências desse fornecedor com outros clientes já atendidos por ele.

A ACEITAÇÃO DO MERCADO

O diretor da WebSoftware relata que cada dia mais serviços surgem na modalidade terceirizada. Anteriormente, o fornecedor de TI era contratado e gerenciado pela área na própria empresa. Agora, a terceirização completa já é uma realidade e o grande boom do mercado.

É o caso da modalidade SaaS (Software as a Service Software como serviço), em que os departamentos das empresas fazem contratos diretamente com os fornecedores de softwares que, por um valor mensal, cuidam de tudo para ele funcionar, como a hospedagem, manutenção e back up.

Vils cita ainda os serviços de segurança da informação e back up. A maioria das empresas não possui demanda para um profissional exclusivo e contratar o serviço terceirizado e especializado pode sair por menos de 15% do valor. A hospedagem de servidores é outro exemplo, tentar fazer dentro de casa pode sair até 30 vezes mais caro e ainda ter um serviço de pior qualidade e maior risco.

"Em nosso mercado, por exemplo, comercializamos softwares como serviço e alguns possuem mensalidade na faixa de R$390,00. Esse mesmo serviço, se fosse executado pela área de TI das empresas, internamente, poderia chegar a um custo mensal superior a R$12 mil. O segredo está no compartilhamento de recursos, pois nossos profissionais de segurança, monitoramento, back up, programadores, testadores e projetistas são compartilhados com os milhares de clientes que possuímos", revela.

O diretor técnico da Promisys, Humberto A. Izabela, lembra que a terceirização estendeu-se ao acesso remoto dos usuários fora da empresa, à conexão entre filiais e principalmente, à segurança da informação. Ele destaca que as vantagens da terceirização em TI são inúmeras, sendo a principal delas, simplesmente, resolver um problema que muitas empresas insistem em manter dentro de casa. Algumas organizações não enxergam que a tecnologia quando mal aplicada pode virar um grande vilão para os negócios, fazendo inclusive, com que elas percam o foco em sua atividade principal.

"Para que esse serviço não seja um prejuízo para a companhia, é preciso definir claramente suas necessidades e contratar um fornecedor que não irá simplesmente fazer a tecnologia funcionar. A terceirização tem que ir além disso, tornar-se um braço de tecnologia da empresa, que irá aconselhar e ajudar a reduzir os custos, aplicando os melhores hardwares e softwares dentro do orçamento", reforça.

A h.print já está no mercado há 26 anos, oferecendo serviços de outsourcing de impressão, inclusive para empresas públicas, como o Governo do Estado de Mato Grosso, Sebrae, Caixa Federal, Correios, Banco do Brasil, AGU e Eletronorte. Ela disponibiliza soluções de impressão a laser, cera, e jato de tinta apenas para os grandes formatos.

O gerente comercial, Marcelo Miranda, enumera algumas vantagens obtidas com a terceirização das impressões que vão desde a redução de custos, maior controle e melhor qualidade dos documentos impressos. Ele explica que antes de propor qualquer solução, é feita uma análise sobre a situação e as necessidades reais do cliente. Depois são definidos os equipamentos mais adequados ao volume de produção da empresa. Os reparos e manutenções preventivas são realizadas pela própria h.print, que pode substituí-los, caso seja necessário.

Outro detalhe é que as despesas com manutenção, peças, suporte técnico, trocas de toner e em alguns casos até papel e mão de obra, já estão incluídos no outsourcing de impressão. "Basta que a empresa pese as variáveis, pessoal, manutenção, suporte, peças e a funcionalidade do serviço na ponta do lápis para perceber que o outsourcing é uma solução de escopo muito vantajosa", assegura.

O diretor executivo da Hostlocation, Marcelo Safatle, conta que o mercado de terceirização em TI passou por uma grande expansão nos últimos dois anos. Especificamente no Brasil, a maioria dos data centers operou nos últimos três anos com ocupação acima de 80% de suas capacidades.

Muitas centrais de grande porte foram inauguradas nesse período devido a um colapso de espaço físico e energia elétrica dentro dessas estruturas, gerado pelo aquecimento do setor. Existem terceirizações de todos os portes, desde um pequeno aplicativo hospedado em cloud externo por algumas dezenas de reais a contratos milionários. "A terceirização tornou-se muito atrativa não somente por causa da ampliação do leque de serviços oferecidos, mas também pela drástica redução dos valores impulsionada pelo aumento da oferta. Certamente é uma área que deve registrar forte expansão nos próximos anos", assegura Safatle.

O diretor de operações da SOFHAR, empresa com 25 anos no ramo de telecomunicações e comunicação, Roberto Clementi, explica que a flexibilidade da empresa tercerizada é muito maior, podendo ser contratada por tempo integral ou mesmo por meio período. "Pela especialização, temos agilidade na substituição de colaboradores para que a companhia não pare nunca o seu negócio. Atendemos empresas com alocação de 70, 80 funcionários e até dois mil, sem limite. O importante é fazer o dimensionamento do trabalho em conjunto com a organização para propor o melhor custo-benefício. A terceirização, por esses motivos, é mais efetiva, porque temos profissionais de background que podem complementar alguma problemática que surja no caminho", afirma.

Especialistas concordam que outsourcing em TI é uma solução interessante, desde que a empresa tenha uma equipe interna capaz de planejar e monitorar os contratos.

Podem ser terceirizados serviços que não estejam diretamente ligados ao negócio da empresa, como impressoras, gerenciamento de redes, desenvolvimento visual para softwares, atualização de maquinário, computadores, projetores. É necessário cautela, para que a estrutura das organizações não seja exposta, caso contrário, estariam terceirizando o próprio negócio.

" O importante é fazer o dimensionamento do trabalho em conjunto com a organização para propor o melhor custo-benefício. A terceirização, por esses motivos, é mais efetiva, porque temos profissionais de background que podem complementar alguma problemática que surja no caminho"

ROBERTO CLEMENTI, DIRETOR DE OPERAÇÕES DA SOFHAR

ASPECTOS LEGAIS DA TERCEIRIZAÇÃO

O advogado especialista em direito trabalhista do escritório Elcio Reis & Advogados Associados, Jorge Luís Coelho Batista Júnior, explica que um contrato bem estruturado é garantia da estabilidade do sistema de prestação de serviços e o planejamento das atividades empresariais.

Segundo Batista Júnior, é preciso delimitar qual ou quais atividades serão realizadas pela empresa contratada, estabelecendo a forma de realização. Também devem ser claras as obrigações de cada uma das partes, bem como a responsabilização de cada empresa por questões administrativas e jurídicas.

No contrato devem constar os valores a serem pagos e as medidas a serem tomadas em casos de não cumprimento das cláusulas contratuais ou de um rompimento na prestação do seviço. "É importante conter também a obrigatoriedade da contratada em fornecer os comprovantes de quitação das parcelas devidas aos trabalhadores, haja vista a possível responsabilização subsidiáTECNOLOGIA TERCEIRIZAÇÃO ria da contratante, em eventual Ação Trabalhista", destaca.

Em relação aos serviços de outsourcing, alguns aspectos legais devem ser observados pela empresa contratante e seu fornecedor. Inicialmente deve ser observado se a atividade a ser terceirizada não está vinculada à atividade fim da empresa contratante.

Nesse caso, o entendimento da Justiça do Trabalho é que na hipótese de terceirização da atividade principal da empresa contratante dos serviços, poderá ser caracterizado o vínculo empregatício com ela. "Com essa caracterização, a empresa contratante terá que registrar o empregado da contratada (anotar CTPS), bem como quitar as verbas devidas e conceder os mesmos benefícios que já são fornecidos aos demais empregados", explica.

Levando em consideração a responsabilidade subsidiária da empresa contratante, deverá ser exigido mensalmente da contratada a comprovação de quitação das parcelas devidas aos empregados, como pagamento e recolhimentos fiscais, para que futuramente as partes envolvidas não tenham problemas trabalhistas.

Outro aspecto a ser avaliado é o valor mensal referente à prestação de serviços. Verificar se o valor acordado é suficiente para cobrir todos os gastos e ainda gerar lucro para a contratada é muito importante. Muitas empresas, com o desejo de firmar o contrato, não percebem que o valor acertado não é capaz sequer de cobrir as despesas com pessoal.

Júnior conclui dizendo que a contratação de empresa que possui profissionais capacitados, bem treinados e com estrutura para atender a demanda a ser repassada, resultará no sucesso da terceirização.

29jun/11Off

Tecnologias que garantem a segurança

Revista Gestão & Negócios, número 32.

Cada vez mais, as organizações adotam medidas preventivas para proteger as suas redes de dados, informações e  o patrimônio físico...
Ver matéria - Gestao & Negocios
20jun/11Off

Hostlocation lança novo centro de operações de rede

Nesta segunda-feira (20), a Hostlocation, empresa de webhosting, anunciou para este mês a inauguração de seu novo centro de operações de rede (NOC, sigla para Network Operation Center, em inglês). O complexo recém-estruturado comportará os serviços de telecom e cloud computing, segmentos que cresceram 56% e 63% em 2010 e que deverão apresentar expansão de 75% e 45% respectivamente em 2011, segundo o diretor executivo da empresa, Marcelo Safatle.

De acordo com ele, a inauguração do novo NOC é reflexo do aquecimento do mercado corporativo. Neste sentido, a estrutura permitirá a empresa manter um SLA alto diante do crescimento da demanda dos serviços de cloud computing e links de fibra óptica e das expansões no backbone e data center.

“O mercado brasileiro passa por um momento de mudança, o que requer adaptações dos provedores de serviços”, analisa Safatle. “Telecomunicações é certamente um dos setores que mais crescerá nos próximos anos, inclusive em virtude dos eventos esportivos dos quais o país será sede. Paralelamente, a maturidade da computação em nuvem e a quebra de alguns paradigmas têm sido fundamentais para a adoção da tecnologia”, complementa o executivo da Hostlocation.

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16jun/11Off

Pequenas empresas são foco de terceirização de serviços

As pequenas e médias empresas são a grande aposta, atualmente, das companhias que oferecem a terceirização de data centers (centros de processamento de dados). O mercado vem em forte crescimento, sobretudo com a difusão do conceito chamado cloud computing (em inglês, computação em nuvem), que são os serviços em tempo real oferecidos e utilizados via internet.

A provedora de tecnologia de informação Danresa, de Santo André, que oferece esses serviços, observa a demanda aquecida. A procura por parte das pequenas empresas no ano passado aumentou cerca de 60% a 70%. No total, a companhia, que também tem outras atividades (service desk, desenvolvimento de softwares etc), cresceu em vendas 20% em 2010 e deve ter expansão de mais 50% neste ano, impulsionada por aquele nicho, segundo o diretor comercial, Nilo Porta.

Por sua vez, a companhia Hostlocation, sediada em São Paulo, teve em 2010 crescimento de 52% no faturamento (passou a R$ 3,5 milhões) frente a 2009. O diretor executivo, Marcelo Safatle, assinala que a expansão se deveu às PMEs e em grande parte à terceirização de data centers. "Registramos crescimento de 39% na demanda por links de fibra óptica no primeiro trimestre deste ano quando comparado ao mesmo período de 2010", afirma.

Ele explica que existia demanda reprimida de empresas de pequeno e médio portes que ainda não eram atendidas tanto por fatores como preço acima de suas possibilidades, quanto pela falta de fornecedores que atendessem adequadamente suas necessidades.

O diretor de operações da Danresa, Renato Porta, cita ainda que, no caso do cloud computing, há a vantagem de o cliente não precisar investir na compra de infraestrutura, como servidores (computadores de grande porte) e outros itens. "A maioria opta por sistemas em nuvem, em que oferecemos a disponibilidade 24 horas, mecanimos de redundância (se um servidor cair, outro mantém a operação), backup e ferramentas antispam poderosas", afirma.

O executivo da Danresa cita que muitas empresas terceirizam, por exemplo, a gestão de seus sistemas de e-mail. Ele exemplifica que o custo, incluindo o suporte técnico, de pacote para empresa com dez computadores para hospedagem de e-mail, com segurança e monitoramento, é de R$ 590 por mês.

As vantagens da terceirização dos serviços de TI vão além do custo. A Vetor Web, que desenvolve e faz a gestão de conteúdo de sites, ainda não adotou o cloud computing, pois mantém estrutura própria de 14 servidores dentro das instalações da Hostlocation.

O diretor da Vetor, Ernesto Laborini, afirma que essa opção já propicia suporte técnico e melhor segurança contra queda de rede. No entanto, afirma que há intenção de passar para o sistema em nuvem, utilizando os equipamentos da parceira. "Aumentará minha tranquilidade e vou poder me concentrar nos negócios", diz.

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4fev/11Off

Hostlocation quer investir R$ 3 mi em Cloud

De olho na nuvem, a Hostlocation pretende investir R$ 3 milhões neste ano para atender a demanda de cloud computing.

A empresa planeja expansão de sua estrutura de cloud e em seu backbone ótico, responsável pela conectividade da nuvem.

Os planos de investimento e crescimento são embalados pela expectativa de crescimento no uso de notebooks, netbooks, smartphones e tablets no universo corporativo. Segundo estudo realizado pela Hostlocation, a popularização desses dispositivos deverá empresas para a infraestrutura em cloud.

Segundo Marcelo Safatle, diretor executivo do data center, a tendência é que cada vez mais funcionários de companhias de todos os portes tenham em seus dispositivos móveis uma ferramenta de trabalho essencial para a realização de tarefas cotidianas.

“Apesar de possuírem processamento próprio e rodarem pequenos aplicativos, sozinhos esses aparelhos ainda são limitados. É o conceito da nuvem que traz superpoderes a eles”, explica o executivo.

A expectativa da Hostlocation é crescer 40% em faturamento, em 2011, com a tendência.

Um dos cinco maiores webhostings do país, a empresa fechou 2010 com crescimento de 50% na infraestrutura, que teve de ser ampliada em função do aumento da demanda de pequenos e médios provedores por links.

O faturamento foi de US$ 3,5 milhões, contra US$ 2,3 milhões em 2009.

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31jan/11Off

Mobilidade em alta atrai aportes dos data centers no Brasil

Convergência Digital - Hotsite Cloud Computing
:: Fernanda Ângelo :: 31/01/2011

O crescente uso de notebooks, netbooks, smartphones e tablets no universo corporativo começa a se refletir no modelo de negócios dos principais data centers brasileiros. Segundo estudo realizado pela Hostlocation, quinto maior webhosting do país, a popularização desses dispositivos deverá atrair investimentos de empresas, principalmente as de pequeno e médio porte para a infraestrutura em cloud, o que já tem gerado ações dos provedores de serviços.

Para atender a crescente demanda, apenas neste ano, a companhia deverá investir cerca de R$ 3 milhões na expansão de sua estrutura de cloud e em seu backbone ótico, responsável pela conectividade da nuvem. O planejamento é crescer 40% em faturamento em 2011.

Segundo Marcelo Safatle, diretor executivo do data center, a tendência é que cada vez mais funcionários de empresas de todos os portes tenham em seus dispositivos móveis uma ferramenta de trabalho essencial para a realização de tarefas cotidianas, o que tornará a cloud computing uma das tecnologias principais nos setores de TI.

“Apesar de possuírem processamento próprio e rodarem pequenos aplicativos, sozinhos esses aparelhos ainda são limitados. É o conceito da nuvem que traz este ‘superpoder’ a eles, pois sem ela muitas aplicações seriam simplesmente inviáveis”, explica o executivo.

Como consequência disso, Safatle aponta para a maturação da cloud computing já nos próximos anos, uma vez que a popularização do acesso móvel 3G possibilita a utilização de mais aplicativos na nuvem. “Sem dúvida a necessidade de mobilidade será um dos catalisadores para investimentos em cloud computing nos próximos anos”, determina.

Números
Estudos publicados recentemente corroboram o cenário previsto por Safatle. Pesquisa divulgada pela consultoria Unisys Corporation no final de 2010 apontava que 80% dos entrevistados planejavam implementar a computação em nuvem em suas respectivas organizações; no final de janeiro, a mesma consultoria divulgou novo levantamento, em que indica que 44% dos ouvidos veem os investimentos em cloud como principal prioridade em TI para 2011.

Paralelamente, pesquisa realizada pela IBM revelou que profissionais brasileiros de TI preveem que a computação móvel emergirá como a área de maior demanda para o desenvolvimento de aplicativos de software empresarial até 2015. Pelo estudo, até 2013 o setor deverá movimentar cerca de U$ 30 bilhões.

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7ago/100

Com a crise aprendemos a crescer

Foi em meio à crise que aprendemos a crescer

Publicado em Agosto/2010 - Origem: B2B Magazine - Por Marcelo Safatle, Diretor executivo da Hostlocation

Pensava-se que naquele momento entraríamos num período de recessão sem precedentes, talvez comparável apenas à crise de 1929. Falar em expansão ou em crescimento parecia algo absurdo frente à crise econômica que se alastrava globalmente e havia uma forte expectativa para que os data centers mundiais reavaliassem seus gastos com estrutura e energia. Eram introduzidos ali os termos convergência de infraestrutura e eficiência energética, hoje palavras chaves no vocabulário de qualquer gestor de data center.

Sob este novo panorama, investimentos em virtualização e em cloud computing tornaram-se essenciais. O que seria possivelmente investido apenas no futuro, teve de ser antecipado para contemplar as novas necessidades impostas pela crise. Entretanto, ocorria ali um investimento pontual. Quem agiu naquele momento fez uma boa escolha e hoje colhe os resultados. Os investimentos em TI tendem a aumentar com a estabilização do mercado global e aqueles que souberam se preparar lá atrás são os maiores beneficiados de agora.

Pesquisa realizada pelo Gartner no final de 2009 constatou que o faturamento mundial de software de virtualização crescera cerca de 43% apenas naquele ano. Dados divulgados pelo IDC demonstram que a expansão dos serviços de computação em nuvem gerou expansão de 43,4% na venda de servidores no Brasil durante o primeiro trimestre de 2010.

Em outras palavras, num curto espaço de tempo fomos obrigados a nos adaptar ao novo cenário mundial, o que obviamente nos trouxe inúmeros benefícios ao mesmo tempo em que nos coloca à frente da seguinte equação: reduzir os gastos com energia e espaço físico utilizado ao mesmo tempo em que criamos uma estrutura inteligente e redundante, o que permite o melhor funcionamento da parte operacional e que, para o cliente, se traduz num suporte mais ágil e eficiente.

Paralelamente, a introdução dessas tecnologias e a nova dinâmica do mercado criam uma nova realidade também para as micro e pequenas empresas, que hoje podem adquirir essas soluções de TI por valores mais razoáveis e acessíveis.

Ao fim, a crise econômica, pelo menos neste aspecto, teve seu lado positivo. Ali era imposto um desafio que, percebo hoje, ter sido superado e ampliado. O que naquele momento era utilizado como alternativa para um momento negativo, hoje é uma realidade inquestionável. Virtualização, cloud computing, convergência de estrutura, eficiência energética são todos termos que não mais abandonaremos e que agora deixam de ser simples tendências. O mercado já dá sinais claros de que essas tecnologias foram incorporadas e aceitas e que agora entram em sua fase de maturação, mais uma prova de que é em meio aos grandes desafios que encontramos as grandes soluções.